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Uma grande decisão

Sergio Pires

05/10/2018 às 18:24h

Uma grande decisão

Neste domingo, 7 de outubro de 2018, o País dará mais um passo decisivo na sua trajetória. Decidirá claramente seu futuro em múltiplas dimensões.

Numa primeira e sensível decisão vai optar em como vencer a crise econômica e política que se instalou ou se agudizou em 2015, no iniciou do segundo governo Dilma, a partir de um conjunto complexo de causas.

A crise decorre, entre tantos outros, pelos menos de três fatores conjugados: a) a crise internacional instalada há tempos no mundo por conta da nova configuração na globalização do capitalismo monetarista; b) os erros da condução macroeconômica do governo Dilma, que antes insistiu em medidas heterodoxas de duvidosa eficácia e, depois – na era Levi –,  retomou o monetarismo ortodoxo exacerbado provocando um insuportável giro de 190º na política econômica; c) a ação irresponsável dos derrotados no pleito presidencial de 2014 que, numa atitude de inveja algo suicida,  preferiram impedir a qualquer custo o sucesso do governo reeleito, mesmo que isso tivesse um preço altíssimo para a sociedade brasileira, até com a relativização das conquistas no campo democrático.

E aqui estamos, pois. Com pouquíssima margem de manobra, tendo de decidir se apostamos que um jovem substituto do craque titular consiga cumprir um papel de conciliação, condução e indução do Brasil à normalidade democrática e retomada do crescimento econômico com alguma distribuição equitativa de renda, ou entregamo-nos a um salto no escuro somente porque “pior do que está não pode ficar”, tal qual o lema do palhaço Tiririca.

No momento, estando as coisas como estão, Haddad significa o apelo racional de preservação da sanidade psicossocial brasileira enquanto Bolsonaro é o mergulho nos insondáveis precipícios de nossa animalidade.

Eis o ponto mais importante a ser decidido. Existem ou não limites racionais para os propósitos grupais majoritários em uma sociedade moderna que se pretenda como submetida às regras do estado democrático de direito ou, ao contrário, tudo é permitido a quem se entrega ou se deixa guiar pelo mito? A resposta do povo brasileiro virá da urnas.

A teoria está morta, o que importa agora é ação. Eis uma máxima de Benito Mussolini, o criador do fascismo italiano, que tanto horrores trouxe ao mundo em sua promíscua relação com o nazismo. Seus seguidores tupiniquins do momento apregoam coisa semelhante. Algo tem de ser feito e é preciso destruir tudo o que se interpõe entre o movimento e o novo, para que este, por puro encanto, brote maravilhoso e por magia, fácil assim, como a obtenção de uma mera informação no posto Ipiranga.

A razão ensina que quem está no inferno tem de buscar uma porta de saída. A barbárie apregoa que “não custa dar um abraço no diabo”, notadamente quando o medonho se apresenta como alguém de família e profere blasfêmias que induzem os incautos a crerem que acima dele há somente Deus.

É conosco, a bronca!






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