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Análise política aponta futuras coligações em Ijuí

Postado em 14/11/2015

Eleições 2016: análise política aponta futuras coligações e pré-candidatos 

Embora estejamos há 11 meses das eleições municipais 2016, os partidos já iniciaram as suas convenções e os pré-candidatos a prefeito, vereadores e futuras coligações já começam a se desenhar no cenário político ijuiense. As eleições devem ocorrer no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, quando houver segundo turno (nas eleições municipais, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores podem ter segundo turno). 

Até o momento duas candidaturas estão consolidadas a serem cabeça de chapa na próxima eleição, Valdir Heck pelo PDT e Junior Carlos Piaia pelo PCdoB, porém também apareçam os nomes de Daniel Perondi (PMDB), Bira Teixeira (PT), César Busnello (PSB) e Luiz Schirmann (PP) como possíveis pré-candidatos.

De acordo com o professor de Direito Eleitoral, Sergio Pires, o elemento mais concreto que se tem no jogo político de Ijuí é que o PDT terá uma candidatura cabeça de chapa. E que a partir desse momento começa a se desenhar as futuras coligações, no qual a primeira questão será a permanência do PDT com o PT. "Creio que a coligação com o PT é difícil, mas não é impossível. Pois, foi difícil fazer a coligação na gestão do Ballin e também foi difícil manter na segunda eleição", diz ele.

A aliança entre o PDT e PT nos últimos anos apresentou muitas dificuldades devido às situações ocorridas no cenário nacional. E como Bira Teixeira não poderá concorrer mais a vice-prefeito, só havendo um outro nome petista ou uma inovação nos termos da composição para que haja a possibilidade de coligação.

Para Pires o cenário político ijuiense apresenta três espaços para candidatos a prefeito. "Em Ijuí, há espaço mais ou menos para três candidaturas, dificilmente teremos quatro e também há pouca possibilidade de ter apenas duas", afirma. Essas três vagas, segundo o professor, podem ser ocupadas por Valdir Heck (PDT), Junior Carlos Piaia (PCdoB) e Luiz Schirmann (PP), já os seus futuros vices Pires arrisca em dizer que a mais evidente, até o momento, seria do vereador Daniel Perondi do PMDB ser vice do Schirmann.

O fato de Piaia ter assumido o cargo de deputado estadual, substituindo provisoriamente a deputada Manuela D'Ávila que está em licença maternidade, aumentou a sua visibilidade e acesso a recursos do Governo do Estado a fim de destinar ao município de Ijuí, assim, aumentando o seu eleitorado para o próximo ano. 

Na última eleição municipal de Ijuí ocorreu um grande envolvimento, da chamada oposição, de apoiar a candidatura de Piaia a fim de vencer da coligação Ballin e Bira, porém por menos de 4 mil votos não obteve vitória. Pires destaca que essa junção da oposição não deve acontecer no próximo pleito. "Essa configuração para ser oposição ao PDT não deve se repetir, por isso que penso que teremos três candidaturas", salienta.

A candidatura de Luiz Schirmann deve ser levada a sério, pelo menos é o que alerta o professor, "porque é uma pessoa que está enraizada aqui e se mostra muito disposto a concorrer. É uma pessoa que não tem dificuldades maiores para ser candidato e tem recursos suficientes para se dedicar um tempo a sua campanha", diz Pires.

Por um momento o nome de Marco Aurélio do PP foi cogitado como possível pré-candidato e o vereador César Busnello do PSB, inúmeras vezes já manifestou na tribuna da Câmara de Vereadores de Ijuí o seu interesse em concorrer. Segundo Pires, o nome de Marco Aurélio está definitivamente afastado do processo eleitoral de Ijuí e o vereador Busnello por não ter lastro eleitoral dificilmente arriscaria concorrer a prefeito de Ijuí. 

Em relação a Câmara de Vereadores de Ijuí, que no próximo pleito pode eleger não 15, mas 17 vereadores. Sérgio aponta que esse aumento de duas cadeiras no plenário abre margem para duas visões, "aquele que tem um temor da sua reeleição é propenso a aumentar, porque não quer correr o risco e aquele que está absolutamente seguro da sua reeleição não quer que aumente, pois tendo mais vereadores você  aumenta cada vez o compartilhamento de poder", afirma.

Conforme o professor, um ícone parlamentar poderá levar consigo milhares de votos ao partido que conseguir a sua filiação. Chico Seifert, um dos vereadores mais votados, já manifestou que estaria encerrando a sua carreira política, após divergências dentro da cúpula do PDT, porém partidos tanto da situação quanto de oposição já iniciaram o seu processo de conquistá-lo para o seu lado. "Aquele agente político que conseguir o Chico para o seu lado, aquela candidatura que tiver a presença dele, como integrante da chapa majoritária, ou apenas no apoio, irá ganhar muitos votos. Creio que o candidato Valdir queira ele como vice, assim como o Schirmann e o Piaia", destaca Sergio.


Repórter fotográfico: Pedro Amadeus Brikalski