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PT vê possibilidade de prisão de Lula antes da Páscoa

Postado em 13/03/2018

A cúpula do PT já admite que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser preso antes da Páscoa, em 1.º de abril. Por isso decidiu intensificar a campanha para cobrar a reação dos militantes nas ruas.  No rol de recursos ainda disponíveis à defesa do ex-presidente, somente um pode afastar o risco cada vez mais iminente de uma ordem de prisão.  Condenado em 2ª instância e com habeas corpus negado,  a esperança derradeira de Lula não ser preso reside no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).  

Ao abrir na tarde de segunda-feira (12) um seminário sobre segurança pública, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que o partido vai com Lula "até as últimas consequências" e não aceitará de braços cruzados a prisão. 

— Se eles querem trucar, saber se nós vamos pagar, nós vamos pagar para ver. Nós não vamos aceitar mansamente a prisão do Lula — afirmou. 

Logo em seguida, porém, a presidente do PT destacou que não estava pregando ofensiva violenta. Em janeiro, a senadora chegou a dizer que, para prender Lula, seria preciso "matar gente". 

— Antes que me questionem, não estou falando aqui que vai ter revolução. Mas a militância do nosso partido e os movimentos que sempre lutaram ao nosso lado não vão aceitar isso pacificamente — disse. 

Gleisi criticou o que definiu como "inércia" do STF ao não analisar a legalidade de prisões em casos de condenação pela segunda instância antes de esgotados todos os recursos judiciais. 

— O que estão fazendo com Lula é uma coisa sem precedentes na história deste País e fere frontalmente a Constituição. Agora caminha-se para ela ser rasgada outra vez pela inércia do Supremo de não decidir uma coisa que é vital para a sociedade, e não só para Lula — atacou.

Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) deve julgar o recurso impetrado pela defesa de Lula entre os dias 26 e 28 deste mês. O PT não tem qualquer expectativa de reverter ali a sentença que condenou Lula a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP). Diante desse cenário, a defesa do ex-presidente pede que o Supremo julgue com urgência ações que tramitam na Corte, sob o argumento do princípio constitucional da presunção de inocência.


Fonte: Rádio Gaúcha