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Oferta de aluguel comercial cresce em Ijuí

Postado em 12/07/2018

O número de imóveis comerciais disponíveis para locação da área central de Ijuí está ficando cada vez maior, ruas que antes eram disputadas entre os lojistas por conta da grande circulação de pessoas, em tempos atrás dificilmente encontravam-se com salas vazias, atualmente tornaram–se a própria vitrine das imobiliárias, onde o espaço a ser visto é o produto oferecido e à disposição de um novo inquilino.

 A quantidade de estabelecimentos com portas fechadas e placas de “aluga-se” está se tornando notável, isso apresenta um cenário de mudança de postura do empreendedor ijuiense. Para o presidente do Sindilojas, Bruno Hass, a situação é resultado da crise econômica e política do País, “notamos que os comerciantes se sentem receosos em abrir um negócio por conta das incertezas que o país apresenta no momento, principalmente por ser um ano eleitoral e não se saber quem vai estar à frente do nosso governo no próximo ano, nem quais medidas serão tomadas para a nossa economia que hoje sofre os reflexos da alta do dólar”.

Mesmo assim, o presidente se diz otimista e acredita que após o período de eleições deve surgir uma melhor estabilidade para o setor. Já para o presidente da Associação das Imobiliárias de Ijuí, Luis Francisco Schroer, não se trata de crise e sim de uma série de fatores que vêm gerando novas possibilidades, “sabemos que existe implicações no aluguel comercial, e ele acaba se tornando uma locação extremamente responsável. Não é como um aluguel residencial que seis meses depois a pessoa se dá conta que não consegue mais pagar, senta dialoga, propõe e no final simplesmente faz uma mudança. Uma empresa tem fachada, contrato social com endereço registrado e precisa de toda uma estrutura para se instalar”, comenta

Segundo Schroer, o aluguel comercial nunca foi barato e nele se soma imposto predial, taxas de água, de luz ou de condomínio, internet e eventuais custos de manutenção da área alocada, “esses valores dentro da estrutura financeira acaba sendo significativo porque parte do valor adquirido pelo trabalho do inquilino durante o mês é destinado só para o pagamento da utilização da peça”, denota.

Ele justifica que a razão da quantidade de espaços para locação no centro da cidade vêm em decorrência de uma mudança de mentalidade dos empreendedores, onde muitos optam pela compra do próprio imóvel e outros fazem uma avaliação de custo benefício e se mudam para um local não tão central, mas muito mais viável, “cito como exemplo a rua Venâncio Aires com a Ernesto Alves, o valor do metro quadrado é 50 reais, mas, há 300 metros pra baixo o valor é 10 reais.  Muitas pessoas optam por pontos menos centrais e investem em mídia pra tornar conhecido o local e não depender somente do cliente que cruza na frente da porta”, comenta.

Para finalizar, Schroer explica ainda que o conceito de oferta e demanda também se aplica ao momento do setor imobiliário, “se for analisar, cada prédio novo construído tem de duas a quatro salas comerciais, qualquer garagem ou casa vira ponto de comércio, se edificam prédios comerciais e como a gente tem uma oferta muito significativa, a demanda dá as cartas”.


Jornal HoraH