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Agricultor encontra na crise soluções para crescer

Postado em 23/07/2018

O pequeno produtor rural, Cristiano Fuhrmann, morador da Linha 08 Norte, interior de Ijuí viu nas dificuldades enfrentadas pela crise do leite entre os anos de 2013 e 2014, e a instabilidade no setor agrário, uma oportunidade para buscar novas alternativas de renda e se reestabelecer economicamente. 

Em entrevista ao HoraH, o agricultor relatou que antes da crise do leite se instalar, atuava apenas no setor de pecuária e agricultura, "naquele ano que surgiram as polemicas sobre a fraude do leite, ficamos sem receber por seis meses, a situação foi tão crítica que não tinha dinheiro nem para fazer rancho, e com contas de ração para as vacas a pagar".

Em busca de uma solução para os problemas, Fuhrmann, resolveu arriscar em uma nova experiência, optando pelo setor hortigranjeiro, "busquei financiamento para a construção de estufas, nesse tempo em que esperava a resposta do banco o preço do leite melhorou, continuei trabalhando com as vacas, e nisso o financiamento foi aprovado. Conversei coma minha esposa e resolvemos tentar, e acertamos", conta.

Ele afirma que 50% de suas conquistas se devem aos programas de financiamento do governo, "sem os financiamentos eu não teria o que tenho hoje, 50% das minhas conquistas vieram do meu esforço. Porém, sem os benefícios do governo que funcionam como uma alavanca para a situação econômica dos pequenos agricultores, nada seria possível. É claro que existem os juros, mas, os financiamento oferecem uma oportunidade para trabalhar pelo retorno financeiro e condições para o pagamento das contas," declara.

Atualmente o agricultor produz diversos tipos de hortaliças, frutas e legumes, atua em atividades de avicultura, lavoura e pecuária. Mas, segundo ele, a atividade que mais lhe traz retorno é do hortifrúti, "percebi que trabalhar com diversidade de produtos auxilia nas vendas e o dinheiro gira com mais facilidade. Quando se foca em apenas um produto, as vendas dependem da época do ano, em alguns períodos as vendas vão ser boas e em outros nem tanto. Porém, quando se tem uma variedade de produtos as vendas acontecem todos os dias, "observa.

Ele conta que hoje vende suas hortaliças para dois mercados de Ajuricaba, um mercado de Ijuí e para o quartel, "o trabalho tem hora pra começar, mas não tem hora pra terminar. Em épocas como o verão, chego a vender cerca de 250 pés de alface por dia, sem falar outros produtos como tomate, repolho e melancia. Já ouvimos diversas vezes as pessoas perguntando se todo esse trabalho vale a pena, mas precisamos focar no nosso trabalho sem olhar para a vida dos outros," comenta.


Jornal HoraH